INTRODUÇÃO
A ascensão de Otávio ao poder foi
resultado da extensa guerra civil do século I a.C. e deu início a um
regime monárquico, autocrático, baseado na força do exército, dando um
novo caráter ao Estado escravista romano, baseado na noção oriental de
um único Estado mundial, governado por um só homem.
Durante cerca de
250 anos, período conhecido como ALTO IMPÉRIO, esse Estado fortaleceu-se
e consolidou-se. Apesar de manter as aparências republicanas, o poder
imperial se sobrepôs ao senado e às demais instituições políticas da
época, esvaziando as Assembléias de suas funções tradicionais.
O IMPÉRIO DE OTÁVIO
Caio
Otávio foi o primeiro imperador romano e durante seu governo
delinearam-se a nova organização social e política do Império. Para
efeito político, a sociedade foi redividida em "ordem senatorial" e
"ordem eqüestre", a partir de um critério censitário.
A nova ordem
política baseava-se no apoio da ordem eqüestre, representante
principalmente dos interesses mercantis, e que tornaram-se os dirigentes
do Estado, ocupando os principais cargos políticos; na conciliação com a
ordem senatorial, dos antigos patrícios, proprietários rurais, que
preservaram seus privilégios sociais, mas perderam o poder político
efetivo, uma vez que o senado tornou-se submisso ao poder imperial; e
ainda no apoio de grande parcela da plebe, a partir da intensificação da
política do "pão e circo".
Durante esse período o equilibrio entre o
poder e as camadas sociais foi mantido, no entanto, as disputas diretas
pelo poder foram intensas. As disputas internas ao exército, as
conspirações palacianas e as intervenções da Guarda Pretoriana foram
responsáveis pelo final de vários governos, inclusive com o assassinato
de alguns imperadores; porém a estrutura socioeconômica não foi
alterada, assim como também foi preservada a estrutura política
imperial, centralizada e despótica.
O EXÉRCITO
O
exército foi uma das mais importantes instituições do Império Romano.
Não somente como sustentáculo do poder do imperador, mas principalmente
para a manutenção de um equilíbrio social e econômico que possibilitaram
a continuidade do poder autocrático.
O exército foi peça
fundamental para as conquistas romanas e principalmente para a
preservação de suas províncias, responsáveis pela riqueza de Roma. Dessa
maneira beneficiou tanto patrícios como mercadores, possibilitando
ainda o controle da plebe e dos escravos.
Durante o governo de Otávio
Augusto foi imposta a "Pax Romana". A pacificação das províncias
significou a eliminação da maior parte dos focos de resistência e das
rebeliões através da força, possibilitando o aumento da arrecadação
tributária, fortalecendo as finanças públicas, fundamental para a
manutenção de certos privilégios dos senadores patrícios, uma vez que a
produção agrícola provincial passou a concorrer com a romana. O comércio
tornou-se mais dinâmico, mantendo o enriquecimento dos mercadores,
principal base de apoio social do poder imperial.
O exército
destacou-se ainda no combate às rebeliões de escravos e na manutenção da
ordem na capital do Império.Contraditoriamente, esse papel conferido ao
exército, será responsável pela maior crise vivida pela instituição: a
anarquia militar do século III.
Após a morte de Augusto, sucederam-se imperadores pertencentes a sua família, a partir do critério de adoção, até Nero.
A DINASTIA JULIO-CLAUDIANA
TIBÉRIO
( 14-37 d.C) Filho adotivo de Augusto, foi considerado um bom
administrador, consolidou a centralização política, retirando da
Assembléia Popular o direito de nomear os magistrados. Desencadeou
violenta perseguição política à adversários e nas províncias.
CALÍGULA (
37-41 d.C.) Tentou implantar uma monarquia de tipo oriental, exigindo
honras divinas. Seu governo é normalmente destacado pelo desequilíbrio
mental caracterizando sua conduta pessoal, particularmente no que toca
as orgias que promoveu. Foi assassinado por elementos da Guarda
Pretoriana.
CLAUDIO (41-54 d.C.) Manteve-se no
poder com o apoio da Guarda Pretoriana, que aumentou sua influência
política. Executou diversas obras públicas e ampliou as fronteiras do
império com a conquista da Bretanha. Morreu envenenado.
NERO
(54-68 d.C.) Foi responsável por fortalecer as fronteiras ao norte do
império. Durante seu governo os cristãos sofreram a primeira grande
perseguição, acusados pelo incêndio de Roma. Também na Judéia houve
grande perseguição à população local, massacrada pelos generais
Vespasiano e Tito.
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