Zeus deus dos trovões, senhor do Olimpo, era filho de
Cronos e Réia. Cronos tinha o hábito de devorar seus próprios filhos
para que não tomassem seu lugar no trono. Até que Zeus nasceu e sua mãe
Réia já cansada de tanto sangue e sofrimento deu a Cronos uma pedra
embrulhada no lugar de Zeus, salvando sua vida. Réia decidiu que Zeus
seria o ultimo filho e encerraria o reinado de sangue e sofrimento e
tomaria o trono do pai.
Assim que Cronos descobriu que tinha engolido uma pedra ao
invés do filho saiu a procura de Zeus, mas não o encontrou. Zeus foi
criado no bosque de Creta e foi alimentado
com mel e leite de cabra. E assim quando cresceu foi a caminho do pai
para combatê-lo, eles viraram grandes inimigos, Zeus obrigou seu pai a
engolir uma bebida mágica, que restituiu todos os filhos que no passado
tinha devorado. Foi então que Zeus conheceu seus quatro irmãos: Deméter, Poseidon, Héstia e Hades, faltou apenas a Hera
que como Zeus foi poupada e não estava ali. Zeus ainda liberou ciclopes
que deu a ele o Raio. Então após dez anos, que foi o tempo que durou a
guerra, Zeus subiu ao Olimpo junto com seus irmãos Poseidon e Hades que o
ajudaram a destruir Cronos, e então comandaram o Céu, a Terra e os
demais deuses.
Zeus tinha o poder dos fenômenos atmosféricos
e fazia relâmpagos e trovões e com sua mão direita lançava a chuva,
podia usar sua força como destruidora, mas também mandava chuvas para as
plantações.
Zeus casou-se três vezes, sua primeira esposa foi Métis a deusa da prudência e com ela teve sua filha Atena. Sua segunda esposa foi Têmis a deusa da justiça.
E sua terceira esposa foi sua irmã Hera e com ela teve vários
herdeiros, mas o único que foi filho legítimo de Hera e Zeus foi Ares,
que era o Deus da guerra. Heras era muito ciumenta e agressiva já que
Zeus desonrava sua vida com Heras, tinha muitas amantes, e que também
acabou tendo muitos filhos fora de seu casamento. Zeus usava seu poder
de sedução e até usava as mais belas metamorfoses para conquistar as
mulheres. As mais conhecidas são: o Cisne de Leda e o Touro da Europa.
Zeus é o deus que dá ao homem o caminho da razão e também ensina que o verdadeiro conhecimento é obtido apenas a partir da dor.
Poseidon, também conhecido como
Netuno
para os romanos, era o grande rei dos mares, um homem muito forte, com
barbas e sempre representado com seu tridente na mão e as vezes com um
golfinho. Era filho de Cronos, deus do tempo, e da deusa da fertilidade
Réia. Sua casa era no fundo do mar e com seu tridente causava maremotos,
tremores, além de fazer brotar água do solo.

Poseidon
era casado com Anfitrite. Quando se conheceram Poseidon se apaixonou
por ela, mas Anfitrite o recusou e Poseidon a obrigou casar-se com ele,
porém, ela para não casar, se escondeu nas profundezas do oceano, só sua
mãe sabia onde ela estava. Mas com o tempo Anfitrite mudou de idéia e
foi atrás de Poseidon com quem se casou e ficou sendo a rainha do
oceano. Com ela teve um filho chamado Tritão que aterrorizava os
marinheiros com um barulho espantoso que ele fazia quando soprava o
búzio, um instrumento, mas também com ele fazia sons maravilhosos.
Entretanto, na sua vida Poseidon teve muitos outros amores e fora de
seu casamento teve mais filhos que ficaram muito conhecidos por sua
crueldade, os dois que mais conhecidos foram o Ciclope e o gigante
Orion. Poseidon era irmão de Atena,
a deusa da sabedoria, que foi com quem disputou a cidade hoje conhecida
como Atenas, porém Atena ganhou a competição e a cidade ficou conhecida
com o seu nome.
Na história da Guerra de Tróia, Poseidon e Apolo
ajudaram o rei na construção dos muros daquela cidade e a eles foi
prometida uma recompensa, porém tinham sidos enganados, pois o rei não
os recompensou. Foi então que Poseidon muito enfurecido se vingou de
Tróia e enviou um monstro do mar que saqueou toda a terra de Tróia e
durante a guerra ele ajudou os gregos.
Poseidon é também o pai de Pégaso, um cavalo alado gerado por Medusa,
por esse motivo sempre esteve muito ligado aos cavalos e foi o primeiro
a colocar cavalos na região. Outro caso de amor muito conhecido de
Poseidon foi com sua irmã Demeter,
ele a perseguiu e ela para evitá-lo se transformou em égua, porém ele
se transformou em um garanhão e com ela teve um encantador cavalo,
Arion. Poseidon era um deus muito importante e celebravam em sua honra
os Jogos místicos, constituídos de competições atléticas e também de
musicas e poesias, realizados de dois em dois anos.
Hades, deus do mundo subterrâneo (ou deus do inferno) da mitologia grega (ou
Plutão, na mitologia romana), filho de Cronos e Réia, irmão de Zeus, Héstia, Demeter, Hera e Poseidon. Era casado com Perséfone
(Cora para os romanos), que raptou do mundo superior, para ter como sua
rainha. Este mito ficou muito conhecido como o rapto de Cora . Ele a
traiu duas vezes, uma quando teve um caso com a ninfa do Cócito e também
quando se apaixonou por Leuce, filha do Oceano.

Hades dominava o reino dos mortos, um lugar onde só imperava a tristeza. Conseguiu esse domínio através de uma luta contra os titãs,
que Poseidon, Zeus e ele venceram. Assim Poseidon ficou com o domínio
dos mares, Zeus ficou com o céu e a Terra e Hades com o domínio das
profundezas.
Era um deus quieto e seu eu nome quase nunca era pronunciado, pois
tinham medo, para isso usavam outros nomes como o de Plutão. Um deus
muito temido, pois no seu mundo sempre havia espaço para as almas. Seu
mundo era dividido em duas partes: o Érebo onde as almas ficavam para
ser julgadas para receber seus castigos ou então suas recompensas; e
também a parte do Tártaro que era a mais profunda região onde os titãs
ficavam aprisionados. Hades era presidente do tribunal, era ele que dava
a sentença dos julgamentos.
Além das sombras e almas encontradas em seus domínios, era também cuidadosamente vigiado pelo
Cérbero
que era seu cão de três cabeças e cauda de Dragão. Era conhecido como
hospitaleiro, pois nos seus domínios sempre tinha lugar para mais uma
alma. O deus quase nunca deixava seus domínios para se preocupar com
assuntos do mundo superior, fez isso duas vezes quando foi raptar sua
esposa e a outra quando foi para o Olimpo se curar de uma ferida feita
por Heracles.
Hades tinha o poder de restituir a vida de um homem, mas fez isso
poucas vezes e muitas delas a pedido de sua esposa. Também conhecido
como o Invisível, pois com a ajuda do seu capacete que o protege de
todos os olhares. Este capacete também foi usado por outros heróis como Atena e Perseu.
Porém, ao contrário do que muitas pessoas pensam, Hades não é o deus
da morte e sim o da pós-morte, ele comanda as almas depois que as
pessoas morrem. Apenas Ares e Cronos são responsáveis pela morte e com
isso até inimigos da humanidade, o que ele não era e sim temido por sua
fama.
Hera era uma rainha do Olimpo, conhecida também como a deusa protetora do casamento, da vida e da mulher, governava Olimpo ao lado do seu marido o Zeus,
filha de Cronos e Réia. Tem como seu animal preferido o Pavão e é
associada ao signo de Escorpião. Tinha a fama de ser ciumenta com razão,
pois Zeus era muito infiel – de todos os filhos que Zeus teve, dois
foram concebidos em seu casamento com Hera que foi Ares (deus da guerra) e Hefesto
(deus do fogo). Hera considerava muito o casamento e foi muito
humilhada por Zeus por suas traições e o que a deixou muito triste, foi
quando ele sozinho gerou sua filha Atena, mostrando que não precisava de Hera nem para conceber um filho.
Um
dos episódios de ciúmes de Hera foi com Calisto (deusa) que por ter
muita beleza conquistou seu marido, mas Hera para separar os dois a
transformou em uma Ursa. Calisto ficou muito isolada de todos e também
com medo da floresta por causa dos caçadores. Até que um dia ao
reconhecer seu filho Arcas correu para abraçá-lo, mas Arcas já preparava
sua lança por não reconhecer sua mãe. Hera vendo o que aconteceria
lançou um feitiço e enviou os dois para os céus que viraram
constelações, a Ursa maior e a Ursa menor. Porém como Hera ainda tinha
muita raiva de sua rival pede para Tétis e Oceano, divindades do mar,
para que não deixem descansarem em suas águas, e com isso essas duas
constelações sempre ficam em círculos e nunca descem para trás das águas
como as outras estrelas.

Outro episódio de ciúme de Hera foi quando Zeus, por saber que Hera
estava chegando e ele estava com uma de suas amantes (Io), a transforma
rapidamente em uma vaca. Hera, muito desconfiada, pede para Zeus aquela
vaca de presente e Zeus não podendo negar um presente, o dá para sua
esposa. Ela então coloca aquela novilha aos cuidados de Argos, um
monstro de muitos olhos, que ao dormir nunca fechava todos com isso a
novilha estava sempre sendo observada. Mas Zeus ao ver o sofrimento da
amante pede para que Hermes mate Argos. Então, Hermes toca uma música,
fazendo Argos dormir completamente, fechando todos os olhos. Após isso,
Hermes arranca-lhe a cabeça.
Hera muito triste pelo acontecimento, pega todos os olhos e coloca na
cauda de seu pavão, onde eles estão até hoje. A deusa
continua perseguindo Io, mas Zeus promete que não terá mais nada com a
amante – Hera aceita a promessa e devolve a aparência humana à Io.
Hera durante muito tempo não só perseguia as amantes, mas também os
filhos que Zeus teve fora do casamento. E sempre foi considerada a deusa
protetora das mulheres casadas.
Atena era a deusa grega da sabedoria e das artes. Os romanos a chamavam de
Minerva.
Foi concebida da união de Zeus e da deusa Métis. Era uma deusa virgem,
linda guerreira protetora de seus heróis escolhidos e também de sua
cidade Atenas.
Atena
era a filha predileta de Zeus, porém quando Métis ficou grávida, Zeus a
engoliu a esposa com medo de sua filha nascer mais poderosa que ele e
lhe tirar o trono, mas para que isso acontecesse convenceu Métis a
participar de uma brincadeira divina, onde cada um se transformava
em um animal diferente e Métis pouco prudente acabou se transformando
em uma mosca, e Zeus a engoliu e Métis foi para a cabeça dele. Mas com o
passar dos anos, Zeus sentiu uma forte dor de cabeça e pediu para
Hefesto lhe desse uma machadada, foi então que Atena já adulta saltou de
dentro do cérebro de seu pai, já com armadura, elmo e escudo.

Atena leva uma lança em sua mão, mas que não significa guerra e
sim uma estratégia de vencer, também foi a inventora do freio, sendo a
primeira que amansou os cavalos para que os homens conseguissem
domá-los. A cidade Atenas era sua preferida já que levou seu nome e onde
também se fazia cultos em sua homenagem.
Atena e Poseidon,
seu tio, chegaram a disputar o padroado de uma cidade importante, para
isso estabeleceram um concurso: quem desse o melhor presente à cidade
ganharia a disputa. Poseidon bateu com seu tridente e fez jorrar água do
mar e também fez aparecer um cavalo. Já Atena além de domar o cavalo e
torna-lo um animal doméstico, também deu como presente uma Oliveira que
produzia alimento, óleo e madeira, foi então que ganhou e assim a cidade
levou seu nome, Atenas.
Atena, considerada a deusa virgem, ficou assim durante toda a história,
pois pedia para que os deuses não se apaixonassem, pois ela ficaria
grávida e teria que largar sua vida de guerras e passar a viver em uma
vida doméstica.
Atena também ficou conhecida como Minerva pelo voto de desempate que
deu quando julgou Orestes juntamente com o povo de Atenas. Orestes matou
a mãe para se vingar da morte do pai. Atena deu o voto de Minerva como é
conhecido hoje, e declarou Orestes inocente.
Essa grande deusa era para ser a nova Rainha do Olimpo, mas como era
mulher seu pai continuou no trono. Mas Atena foi a deusa da sabedoria,
prudência, capacidade de reflexão, poder mental, amante da beleza e da
perfeição.
Apolo, também conhecido com
Febo (brilhante), na mitologia grega
é considerado o deus da juventude e da luz, identificado
primordialmente como uma divindade solar, uma das divindades mais
ecléticas da mitologia greco-romana. Filho de Zeus e da titã Latona (Leto). Tinha uma irmã gêmea Ártemis
que era conhecida pelos romanos como Diana, a deusa da caça. Segundo a
lenda, Apolo e sua irmã nasceram na ilha de Delos onde sua mãe Leto se
refugiou para se esconder da Hera, a esposa de Zeus.

Esse
deus também tinha sua parte negra, era considerado um arqueiro de
grande habilidade. Com um ano de idade seguiu a serpente Píton que era
também inimiga da sua mãe e a matou com flechadas. A partir deste
momento foi considerado um grande arqueiro. O seu arco disparava dardos
letais que matavam os homens com doenças ou então mortes súbitas. O
poder de Apolo se exercia em todos os lugares da natureza e do homem.
Uma grande história de amor não correspondido de Apolo foi com a
Dafne. Por ser um deus muito belo, e ter muitas qualidades, quis ser bem
mais que o deus Cupido. Afirmou que suas flechas eram bem mais
poderosas que as do deus do Amor, mas Cupido argumentou que as flechas
que possuía além de serem mais poderosas, atingiriam até o próprio
Apolo. Apolo naquele momento não acreditou, foi então que o Cupido
lançou uma flecha no coração dele com ouro na ponta e ele se apaixonou
pela moça Dafne, mas o cupido para mostrar que era mais poderoso lançou
uma flecha com chumbo
na ponta no coração de Dafne que repudiava Apolo e sua paixão. Dafne
não aguentava mais o deus Apolo a perseguindo, foi então que pediu a seu
pai Peneu que mudasse sua forma; seu pai a atendeu e a transformou em
um loureiro.
Outro grande momento que marcou a vida de Apolo foi sua grande
admiração por Jacinto. Apolo tinha muito apego por Jacinto. Certo dia
foram jogar discos, Apolo foi o primeiro a lançar; lançou muito forte e
com precisão e Jacinto com muita vontade de jogar também foi correndo
atrás do disco para pega-lo, mas Zéfiro (um dos deuses do vento) sentia
muita inveja, pois Jacinto preferia Apolo. Então soprou o disco que
bateu na testa de Jacinto. Apolo correu para ajuda-lo e enquanto tentava
reviver o amigo, nasceu uma linda flor do sangue que escorreu de sua
testa, que após sua morte recebeu o nome de Jacinto.
Apolo deus justo e puro que ajudava doentes e também curava várias doenças através do sono.
Hefesto era conhecido como deus grego do fogo ou Vulcano (na mitologia romana) e também protetor das atividades relacionadas ao metal, era filho de Zeus e de Hera.
Comenta-se que o deus do fogo teria nascido muito feio e com aparência
de anão, pois tinha problemas na perna. E, por esse motivo a sua mãe
Hera muito envergonhada teria o jogado ao mar.
Mas com muita generosidade foi recolhida pela deusa Tétis. Ele que
produzia os raios e trovões de Zeus com seu poder do fogo e metais.
Também construiu o Tridente de Poseidon, as flechas de Apolo e também a armadura de Aquiles na Guerra de Tróia.
Hefesto ao ser cuidado por Tétis durante nove anos cresceu e aprendeu a trabalhar
com metal, e a fazer jóias também. Um dia sua mãe Hera viu uma de suas
jóias. Gostando muito, quis saber quem as fazia, foi quando soube que
era seu filho rejeitado, e o quis então de volta ao Olimpo, porém
Hefesto recusou o convite de sua mãe. Mas Hera não desistiu da volta de
seu filho e pediu para que Dionísio
o convencesse a voltar. Dionísio só conseguiu isso após embriagá-lo com
vinho e com uma mula ajudando ele a carregar Hefesto de volta ao
Olimpo.
Um tempo antes de voltar para o Olimpo, Hefesto se vingou de sua mãe,
construiu um lindo trono de ouro e mandou entregá-lo. Sua mãe Hera
muito contente, sentou-se no trono, mas nele havia fios transparentes
que seguraram Hera no trono e ninguém conseguia tirá-la, até que Hefesto
soltou sua mãe e disse que voltaria ao Olimpo apenas se sua mãe lhe
desse a mão da mulher mais bela.

No
Olimpo Hefesto continuou suas criativas obras e mesmo com as críticas e
risadas irônicas por causa de suas pernas conseguiu a atenção de todos
os deuses pelo fato de sua grande sabedoria e criatividade. Foi então
que Hera para reparar seus danos lhe deu a mão de Afrodite. Hefesto casou-se com Afrodite, no entanto, apesar da beleza de Afrodite ser muito grande, seu caráter não era.
Afrodite sempre manteve um caso com o deus Ares,
mas Hefesto tomou conhecimento da traição e preparou uma armadilha para
os dois. Hefesto saiu de casa e Afrodite se encontrou com Ares em sua
residência e na cama Hefesto tinha colocado uma rede com fios
transparentes, foi então que os dois deitaram e ficaram amarrados na
frente de todos os deuses passando humilhação. Logo depois de sua
separação casou com Caris que era Deusa da graça e primavera, foi quando
Hefesto teve paz. O deus Hefesto não teve nenhum filho.
Ares era o deus grego das guerras, da guerra selvagem com sede de sangue, conhecido também em Roma como
Marte, filho de Zeus
e Hera, de quem herdou o mal gênio da mãe e a força do pai. Pertence a
geração dos grandes doze deuses do Olimpo. Ares era guerreiro, gostava
muito de guerras, batalhas e brigas, era muito violento, sanguinário,
pelo contrário de muitos ele só encontrava sua paz, em suas lutas e
batalhas. Era ele quem governava a cidade de Esparta. Em suas lutas sua
chegada era anunciada com gritos que causavam pânico nas pessoas.

Ares tinha como amante a deusa do amor, a Afrodite. Com ela teve dois filhos, o Deimos e o Fobos, que acompanhavam o pai nas batalhas. Também teve com ela o filho Eros
que tinha o mesmo poder da mãe, o deus do amor, roubava corações com
suas flechas, e até Afrodite foi uma delas, também teve a Harmonia e
Anteros. Porém, Hefesto
como marido de Afrodite descobriu sua traição, e soube que eles iam se
encontrar em seu palácio e preparou uma armadilha para os dois. Na cama
ele colocou uma rede invisível e os prendeu, o Sol que estava espiando,
ajudando Hefesto viu que a armadilha tinha funcionado e avisou a todos
os Deuses, para que todos pudessem ver e presenciar a traição.
Afrodite e Ares então foram presos e depois de um longo tempo quando
foram soltos, se separaram. Sempre foi um grande protetor de seus filhos
e mesmo sendo um deus de fama ruim, era o único deus que agia desta
forma com proteção. Como deus Romano Ares também teve filhos com Réia
que eram os gêmeos Remo e Rômulo.
Ares com sua fama era detestado pelos deuses, até seu pai Zeus não
gostava dele. Embora Ares gostasse muitas das guerras e batalhas, não
era invencível, perdeu muitas vezes. Tem como sua principal rival a
deusa Atena
que era a deusa das guerras estratégicas, ao contrário de Ares que
gostava mesmo de sangue. Atena o derrotou muitas vezes. Ares em suas
guerras usava capacete, lança, escudo e uma couraça, também usava uma
carroça puxada por quatro cavalos que soltavam fogos pelas narinas.
Muitos gregos costumavam pedir a ajuda do deus Ares para suas lutas e para isso matavam animais na noite anterior a do combate.
Afrodite é uma deusa da Mitologia Grega. É a deusa do amor, da beleza e do sexo. Corresponde a deusa Vênus da Mitologia Romana. Nas cidades de Corinto, Esparta e Atenas, Afrodite era muito cultuada.
A deusa Afrodite nasceu na ilha de Chipre, sendo que para a história do seu nascimento existem duas versões:
- Segundo a versão de Hesíodo, Afrodite nasceu de uma forma incomum.
Após Cronos cortar os órgãos de Urano (seu pai) e jogá-los ao mar,
formou-se em torno desses órgãos uma espuma branca que, misturando-se ao
mar, como se fosse uma fecundação, que deu origem a Afrodite.
- Para Homero, mais convencional, Afrodite era filha de Zeus (deus dos deuses) e Dione (deusa das ninfas).
Afrodite casou-se com o deus do fogo, Hefesto. Porém, teve inúmeros amantes, tanto deuses como homens mortais, sendo que, de suas aventuras, foram gerados vários filhos.
Eros, o deus da paixão e do amor, e Anteros, o deus da ordem, são filhos de Afrodite com Ares, o deus da guerra. Eros é também conhecido como Cupido.
Com Hermes, o deus mensageiro, Afrodite gerou o deus Hermafrodito
(mistura dos nomes dos pais), que tinha como características, além da
beleza dos pais, os órgãos sexuais de ambos os genêros.
Com o deus Apolo
teve o filho Himeneu (deus do casamento), e com Dionísio o deus do
prazer, das festas e do vinho, teve o filho Príapo, o deus da
fertilidade, que tinha grandes genitálias e não péssima aparência.
Afrodite gerou também um filho do mortal Anquises, que foi chamado de
Enéias, e que foi um herói da Guerra de Tróia. Seduziu outros mortais
como Adónis, Faetonte e Cíniras.
Apesar de ser conhecida como deusa do amor, Afrodite era muito
vingativa, e não tinha piedade de seus inimigos. Teve como principais
rivais as deusas Hera e Atena. Aliás, sua desavença com essas deusas deu origem a Guerra de Tróia.
Nas festas em homenagem a Afrodite, as sacerdotisas que a
representavam eram prostitutas sagradas, sendo que o sexo com as mesmas
era considerado um ritual de adoração. As festas eram consideradas
“afrodisíacas” , dando origem a esse termo.
Deus grego,
Dionísio, identificado a Baco, divindade romana, era filho de Zeus
e da princesa tebana Semele, filha de Cadmo. Ele foi o único ser divino
gerado por uma mortal. Ela foi seduzida por Zeus, que se disfarçou de
homem. Hera,
irmã e esposa do Deus de todos os deuses, possuída pelo ciúme, armou
uma cilada para a mãe de Dionísio. Fazendo-se passar pela ama de leite
da princesa, ela a convenceu a pedir uma prova a Zeus de quem ele
realmente era, ou, segundo outra versão, requerer-lhe que se
apresentasse diante dela com suas vestes mais brilhantes.
Zeus foi obrigado a cumprir a promessa feita à amada, mesmo
consciente do que aconteceria, porque havia jurado pelo Estige, o rio da
imortalidade, voto este que nem mesmo uma divindade poderia romper.
Como ele esperava, Semele transformou-se em pó, pois não suportou seu
brilho. Tudo que ele pode fazer foi salvar seu filho, retirando-o do
ventre materno e gerando-o em sua própria coxa, até seu nascimento.
Após a concepção, a criança foi entregue à tia, que o educou com o
auxílio das dríades, das horas e das ninfas. Algumas lendas também
mencionam a possibilidade de Dionísio ser filho de Perséfone,
a soberana dos Infernos. Ao crescer, o deus foi enlouquecido por Hera,
inconformada com a traição de seu marido. Ele passou então a circular
por todos os recantos do Planeta. Ao encontrar a deusa Cibele, na
Frígia, ela lhe concedeu a cura e o formou dentro das cerimônias
religiosas que ela cultivava.
Foi então que ele se tornou o deus do vinho e da vegetação, quando
Sileno lhe transmitiu a arte de produzir o vinho, de semear a vinha,
cortar os galhos e colher as uvas.
Desta forma, ele assumiu o papel de revelar aos mortais os segredos do
cultivo da videira. Assim, é sempre concebido como um jovem sem barba,
alegre, embriagado pelo vinho que transborda do copo que ele segura,
loiro, com os cabelos se derramando pelos ombros, nas mãos um cacho de
uvas ou uma taça, na outra uma pequena lança adornada com folhas e
fitas. Seu corpo é geralmente coberto por um tecido de pele leonina,
pois nos mitos romanos ele se transforma em Baco, que se metamorfoseia
em um leão, com a missão de derrotar e se alimentar dos gigantes que
tentavam atingir o céu.
Também é possível encontrar a imagem de Dionísio assentado sobre uma
vasilha, com um copo na mão, o qual verte vinho embriagante, o que
justifica seu andar vacilante. Os gregos ofereciam a ele bodes, coelhos e
pássaros corvídeos. Este deus era também considerado um guerreiro,
sempre vencendo os adversários, principalmente se livrando das
armadilhas de sua rival maior, Hera.
Sua fama como deus do vinho e do prazer rendeu-lhe vários festivais
teatrais em sua honra. Ele é sempre conectado também com atividades
prazerosas, como o erotismo e as orgias. Segundo as lendas, ele era
muito simpático com quem lhe rendia culto, mas podia proporcionar
loucura e ruína para os que menosprezavam os festins devassos a ele
ofertados, conhecidos como bacanais. Consta igualmente que ele sempre se
recolhia na morte durante o inverno e voltava a nascer na primavera.
Perséfone, deusa da terra e da agricultura na mitologia grega, foi a única filha de Zeus e de Demeter.
Na mitologia grega depois também ficou conhecida como a rainha do mundo
infernal, ela ficava vigiando as almas e sabia os segredos das trevas.
A deusa da agricultura sempre se preocupava apenas em colher flores, mas foi crescendo e com isso sua beleza foi encantando a todos, e encantou o deus Hades,
o senhor dos mortos, que pediu a deusa em casamento. Porém, Demeter não
queria que eles se casassem, mas Hades mesmo assim não desistiu da
deusa e continuou a persegui-la. Até que um dia Perséfone estava
colhendo narcisos, e de repente Hades apareceu da terra em sua carruagem
e levou a deusa para o mundo dos mortos.

Demeter não se conformou a com a situação de sua filha e
obrigou que Zeus atendesse seu pedido, foi então que ele pediu a Hades
que devolvesse sua filha. Hades não devolveu Perséfone e ainda conseguiu
um plano para que ela continuasse com ele. Ele deu à Perséfone uma
Romã, que era o fruto do casamento. Como a deusa tinha comido os grãos,
não podia deixar mais seu marido, foi então que Perséfone passava um
período com sua mãe e outro com seu marido, e se torna a sombria
Proserpina.
Deste momento em diante, a cada vez que ela estava com seu marido
virava inverno na terra, e quando estava no Olimpo com sua mãe se
tornava novamente uma adolescente e chegava a primavera, o verde da
natureza fazia brotar muitas flores e frutos. E mesmo sendo uma relação
muito complicada, vive com muito amor com seu marido Hades.
Perséfone, por sua beleza sempre atraiu muitos olhares. É inimiga de Afrodite
por ser esta ser muito bela. Até Zeus, seu pai, se sentiu atraído por
sua filha e conta-se que tiveram um filho juntos em forma de serpente,
que seria o Sabázio. Também teve um amor com Hércules e com ele teve um
filho, o Zagreus.
Afrodite e Perséfone além de ficarem rivais pela beleza,
também lutaram pela posse de Adônis, um belo rapaz que era amado por
ambas. Afrodite para preservar
Adônis o prendeu em um baú e mandou a Perséfone para que ela cuidasse,
mas ao chegar às mãos dela, ela abriu o baú e se encantou com sua beleza
e se recusou a devolver para Afrodite. Foi então que Zeus decidiu que
Adônis ficaria um terço do tempo com Afrodite e outro terço com
Perséfone, e os outros dias faria o que ele quisesse.
Héstia é a deusa grega dos laços familiares, simbolizada pelo fogo da lareira.
Filha de Saturno e Cibele (na mitologia romana), filha de Cronos e Reia para os gregos, era uma das doze divindades olímpicas. A ordem de nascimento de seus irmãos, segundo Pseudo-Apolodoro, é Héstia (a mais velha), seguida de Deméter e Hera, seguidas de Hades e Poseidon;
o próximo a nascer, Zeus, foi escondido por Reia em Creta, que deu uma pedra para Cronos comer. Higino enumera os filhos de Saturno e Ops como Vesta, Ceres, Juno, Júpiter, Plutão e Netuno, ele também relata uma versão alternativa da lenda, em que Saturno encerra Orcus no Tártaro e Netuno em baixo do mar, em vez de comê-los.
Cortejada por Poseidon e Apolo, jurou virgindade perante Zeus,
e dele recebeu a honra de ser venerada em todos os lares, ser incluída
em todos os sacrifícios e permanecer em paz, em seu palácio cercada do
respeito de deuses e mortais.

Embora não apareça com frequência nas histórias mitológicas, era
admirada por todos os deuses. Era a personificação da moradia estável,
onde as pessoas se reuniam para orar e oferecer sacrifícios aos deuses.
Era adorada como protetora das cidades, das famílias e das colônias.
Sua chama sagrada brilhava continuamente nos lares e templos. Todas
as cidades possuíam o fogo de Héstia, colocado no palácio onde se
reuniam as tribos. Esse fogo deveria ser conseguido direto do sol.
Quando os gregos fundavam cidades fora da Grécia,
levavam parte do fogo da lareira como símbolo da ligação com a terra
materna e com ele, acendiam a lareira onde seria o núcleo político da
nova cidade.
Hermes era, na mitologia grega, um dos deuses olímpicos, filho de Zeus e de Maia, e possuidor de vários atributos. Divindade muito antiga, já era cultuado na história pré-Grécia antiga possivelmente como um deus da fertilidade, dos rebanhos, da magia, da divinação, das estradas e viagens, entre outros atributos. Ao longo dos séculos seu mito foi extensamente ampliado, tornando-se o mensageiro dos deuses e patrono da ginástica, dos ladrões, dos diplomatas, dos comerciantes, da astronomia, da eloquência e de algumas formas de iniciação, além de ser o guia das almas dos mortos para o reino de Hades, apenas para citar-se algumas de suas funções mais conhecidas. Com o domínio da Grécia por Roma, Hermes foi assimilado ao deus Mercúrio, e através da influência egípcia, sofreu um sincretismo também com Toth, criando-se o personagem de Hermes Trismegisto.
Ambas as assimilações tiveram grande importância, criando rica tradição
e perpetuando sua imagem através dos séculos até a contemporaneidade,
exercendo significativa influência sobre a cultura do ocidente e de
certas áreas orientais em torno do Mediterrâneo, chegando até à Pérsia e à Arábia.
As primeiras descrições literárias sobre Hermes datam do período arcaico da Grécia, e o mostram nascendo na Arcádia. Já no primeiro dia de vida realizou várias proezas e exibiu vários poderes: furtou cinquenta vacas de seu irmão Apolo, inventou o fogo, os sacrifícios, sandálias mágicas e a lira.
No dia seguinte, perdoado pelo furto das vacas, foi investido de
poderes adicionais por Apolo e por seu pai Zeus, e por sua vez concedeu a
Apolo a arte de uma nova música, sendo admitido no Olimpo
como um dos grandes deuses. Mais tarde inúmeros outros escritores
ampliaram e ornamentaram sua história original, tornando-o até um demiurgo,
e surgiram múltiplas versões dela, não raro divergentes em vários
detalhes, preservando-se porém suas linhas mais características. Foi um
dos deuses mais populares da Antiguidade clássica, teve muitos amores e gerou prole numerosa. Com o advento do Cristianismo, chegou a ser comparado a Cristo em sua função de intérprete da vontade do Logos. As figuras de Hermes e de seu principal distintivo, o caduceu,
ainda hoje são conhecidas e usadas por seu valor simbólico, e vários
autores o consideram a imagem tutelar da cultura ocidental
contemporânea.
Na Grécia,
Ártemis ou
Artemisa era uma deusa ligada inicialmente à vida selvagem e à caça. Durante os períodos Arcaico e Clássico, era considerada filha de Zeus e de Leto, irmã gêmea de Apolo; mais tarde, associou-se também à luz da lua e à magia. Em Roma, Diana tomava o lugar de Ártemis, frequentemente confundida com Selene ou Hécate, também deusas lunares.
Mito

Ao ficar grávida de Zeus, sua mãe sofreu a ira de Hera, esposa deste. Quando finalmente na ilha de Delos a receberam, Ilítia, filha de Hera e deusa dos partos, estava retida com a mãe no Olimpo.
Léto esperava gêmeos, e Ártemis, tendo sido a primeira a nascer,
revelou os seus dotes de deusa dos nascimentos auxiliando no parto do
seu irmão gêmeo, Apolo. Também é conhecida como
Cíntia, devido ao seu local de nascimento, o monte Cinto.
Outra lenda nos conta que, apesar do seu voto de castidade, tendo ela se apaixonado perdidamente pelo jovem Orion,
e se dispondo a consorciá-lo, o seu enciumado irmão Apolo impediu o
enlace mediante uma grande perfídia: achando-se em uma praia, em sua
companhia, desafiou-a a atingir, com a sua flecha, um ponto negro que
indicava a tona da água, e que mal se distinguia, devido à grande
distância. Ártemis, toda vaidosa, prontamente retesou o arco e atingiu o
alvo, que logo desapareceu no abismo no mar, fazendo-se substituir por
espumas ensangüentadas. Era Orion que ali nadava, fugindo de um imenso
escorpião criado por Apolo para persegui-lo. Ao saber do desastre,
Ártemis, cheia de desespero, conseguiu, do pai, que a vítima e o
escorpião fossem transformados em constelação. Quando a de Órion se põe, a de escorpião nasce, sempre o perseguindo, mas sem nunca alcançar.