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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Tróia: A Guerra dos Deuses

Por dez anos, em algum momento entre os séculos XII e XIII a.C., gregos e troianos se confrontaram nas portas da cidade de Tróia. O conflito que envolveu homens e deuses foi narrado por Homero, educou os gregos antigos e marcou o fim de um período importante da história da Hélade





Quadro do pintor alemão Johann Georg Trautmann (1713-1769) mostra
o momento em que os gregos conseguiram invadir a cidade de Tróia
usando o cavalo de madeira, o famoso "presente de grego".
Nem mesmo Zeus, o senhor dos deuses, deixou de acompanhar aqueles dez anos de conflito. Até ele, que havia destronado o próprio pai e se imposto como soberano, desceu do Olimpo para assistir aos grandes combates, enquanto Posêidon, seu irmão, e Apolo, o arqueiro, interferiam diretamente no desfecho dos combates entre os heróis. E assim, uma década se passou em Tróia, cidade localizada na costa leste do Mar Egeu, onde troianos e aqueus se enfrentaram com ferocidade: e tudo por causa da "mulher mais linda do mundo". Desta forma, o futuro de toda a Grécia foi decidido, em algum momento entre os séculos XII e XIII antes de Cristo. Muitos helenos tombaram naquela guerra, cruzando o rio Styx e adentrando as terras de Hades, o deus dos mortos, e, novamente, vale lembrar o motivo: o rapto de uma rainha.


HISTÓRIA GREGA





Obra do artista italiano Federico Barocci (1528-1612) dramatiza
a queda de Tróia e mostra o guerreiro troiano Enéias
carregando sua família para fora da cidade.
Alguns eventos históricos são assim. De tão incríveis e gloriosos, os poetas, eufóricos, passam a descrevê-los de forma ainda mais heróica, carregados de elementos míticos e divinos. A realidade, no fim, funde-se ao mitológico e, com este formato, a narrativa passa para as gerações futuras, que em muitas situações aceitam os fatos descritos e passam a tratá-los como verdades absolutas.


Os conflitos narrados pelo poeta cego Homero não fogem a esta regra. De tão sensacionais, passaram a incorporar não apenas a crença dos antigos gregos, mas também a educação dos jovens. Os helenos realmente acreditavam na invulnerabilidade de Aquiles, por exemplo. O narrador mostra que a guerra de Tróia foi tão gloriosa que nem mesmo os soberanos do Olimpo contiveram-se e desceram dos céus para acompanhar seus campeões lutarem de frente às muralhas da cidade, naquela que seria "uma das maiores batalhas da Antiguidade".


O LEGADO TROIANO


A cidade de Tróia realmente existiu, conforme ficou comprovado após a bem-sucedida expedição do arqueólogo amador alemão Heinrich Schliemann, mas ninguém sabe ao certo se a lendária guerra ocorreu da forma como Homero a descreveu. Contudo, o poema foi tão importante que deuses e heróis lendários tornaram-se fundamentais para a vida dos helenos daquele período e mesmo para aqueles que viveram nos séculos posteriores. Tróia, no fim, simboliza o modo de vida e os anseios dos povos daquele período, retratando inclusive seus defeitos, fraquezas e crenças - é o relato mais próximo e completo da sociedade da época.





Estátua de Ares, o deus da guerra selvagem,
na vila de Adriano, em Roma.
O conflito de Tróia, que o poeta narra na Ilíada, parou o mundo helênico por uma década, fez deuses conspirarem contra reis e opôs heróis das duas grandes potências em um dos combates mais ferozes do mundo Antigo. Os confrontos, reais ou fictícios, mudaram os rumos da Antiguidade grega e, mais do que isso, serviram de inspiração para centenas de milhares de guerreiros durante incontáveis séculos: do espartano Leônidas, que evocou Apolo nas Termópilas antes de tombar perante os persas, ao macedônio Alexandre, que visitou a cidade antes de iniciar sua campanha rumo à Ásia, todos os grandes generais helenos celebravam os feitos de Aquiles, Páris e Ajax.


Analisar o embate troiano é fundamental para entender o modo de vida das pessoas da Mediterépoca, pois retrata exatamente as relações sociais, políticas e, no limite, a proximidade dos gregos com a religião. A guerra também foi responsável pelo início de transformações sociais fundamentais para que, tempos mais tarde, os gregos estivessem prontos para criar sua mais importante estrutura política: a democracia.


No chamado período homérico, lembra o arqueólogo Alvaro Allegrette, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, a estrutura da sociedade era bastante distinta daquela que ganharia notoriedade séculos depois, na era clássica. "Antes, nos tempos descritos por Homero, o sistema político era monárquico. Depois, com as mudanças, a Grécia passou a ter uma relação de comunidade e unidade", afirma.


Segundo o poema de Homero, o destino de Tróia foi selado no momento em que Páris, filho do rei Príamo, nasceu


MITOLOGIA HOMÉRICA


Segundo o poema de Homero, o destino de Tróia havia sido selado no momento em que Páris nasceu. De acordo com uma profecia, aquele bebê, no futuro, seria a ruína da cidade de Príamo, seu pai. Por conta disso, a criança foi encaminhada à morte, mas foi poupada secretamente pelo sacerdote que havia sido incumbido de executá-la sumariamente. Anos depois, voltaria ao lar e seria bem recebido pelo rei e por seus inúmeros irmãos.





Pintura do francês Jacques-Louis David (1748-1825)
expõe o amor de Helena e Páris.
Durante os anos em que permaneceu longe, Páris (que era chamado de Alexandre) foi procurado por três deusas. Atena, Afrodite e Hera. Elas passavam por um dilema: queriam saber qual era a mais bela, e solicitaram que o jovem entregasse um pomo para aquela que ele julgasse ser a mais bonita. Atena e Hera prometeram dar-lhe poder e riqueza. Afrodite, no entanto, foi mais astuta e prometeu lançar um feitiço sob a famosa Helena de Esparta e, com isso, torná-la apaixonada pelo jovem troiano. Conhecendo a fama da beleza da espartana, ele não teve dúvidas e, então, o pomo da Discórdia foi entregue a Afrodite. Ressentidas, as outras duas deusas manipularam os fatos dos anos seguintes para, por intermédio de Páris, jogar aqueus contra troianos.


Para entender a importância da narrativa de Homero é preciso voltar àquele período descrito no poema e analisar o funcionamento da sociedade da época. Séculos antes da democracia, as cidades da Grécia eram dominadas por monarcas com mãos-de-ferro, que assumiam o trono por direito hereditário ou por conquista militar. Era uma estrutura de sucessão política rígida, na qual as pessoas comuns não tinham muitos direitos naturais. Ao povo, restava apenas trabalhar nas colheitas, pagar impostos e lutar em guerras, quando convocados pelos soberanos.


Assim era o tempo de Agamenon, o soberano de Micenas que, após derrotar inúmeras nações no Peloponeso e a Grécia Central, pretendia expandir seus domínios para anexar às suas posses os portos localizados na costa leste do Mediterrâneo. Era justamente onde Tróia ficava, uma grande potência naval que dominava o comércio de grãos, armas e especiarias na região. Portanto, era um local estratégico para quem queria enriquecer à custa dos comerciantes asiáticos.


Nesse universo de grandes monarcas, Helena ficara encantada pelo jovem Páris, que a conheceu pessoalmente durante uma missão em Esparta chefiada por ele. Apaixonada, a rainha espartana decidiu segui-lo até Tróia. Os aqueus, contudo, acreditaram que ela havia sido seqüestrada pelo filho de Príamo. O rei traído, Menelau, buscou ajuda do irmão, Agamenon, que convocou as cidades aliadas e marchou rumo à guerra: finalmente, ele havia encontrado um pretexto excelente para atacar.





Afrodite protege Páris contra Menelaus, na obra
do pintor alemão Peter von Cornelius (1783-1867).
Aos soldados, restou apenas reunir os homens de seus clãs, deixar as fazendas sob o cuidado das esposas e dos mais jovens e embarcar rumo à Tróia, localizada onde hoje fica a Turquia. No total, descreve o poeta, 1,2 mil naus foram reunidas para ir ao combate. Munidos de escudos em formato de "oito" e carros de guerra, os guerreiros foram à luta pela honra de Menelau.


As previsões de um oráculo apontavam que a cidade sitiada só cairia após dez anos de pelejas. Homero começa sua obra justamente no décimo e último ano do conflito, em um momento crucial para ambos os exércitos. Agamenon havia tomado a cativa Brisêides para ele, desagradando Aquiles, que era amante da jovem. O líder dos mirmidões, então, decide abandonar a guerra, deixando os aqueus enfraquecidos. Ele só decide voltar à luta após seu amigo Pátroclo ser morto em combate - novamente, por influência dos deuses.


A DESCOBERTA DE TRÓIA


A lenda tornou-se realidade em 1870, quando Heinrich Schliemann, um aventureiro alemão obcecado pela história da Ilíada, encontrou os destroços da antiga cidade no território da Turquia


Até a segunda metade do século XVIII da era cristã, a cidade de Tróia não passava de uma lenda supostamente criada por um escritor grego e relatada em um poema composto a partir da tradição oral dos aedos. Contudo, o arqueólogo amador alemão Heinrich Schliemann provou que a história contada por Homero pode ser muito mais real.


O arqueólogo, na realidade, era um sonhador que havia se apaixonado pela narrativa de Tróia durante a infância, e encontrá-la tornou-se sua grande obsessão - mesmo que todos tentassem demovê-lo da idéia de buscar o fictício lar de Príamo.


Após anos de escavação, Schliemann finalmente encontrou a cidade, em 1870, localizada na costa da atual Turquia, no Helesponto (agora chamado de estreito de Dardanelos). Contudo, a glória da descoberta logo foi transformada em mais dúvidas: ele, na verdade, descobriu indícios de mais de um assentamento no local, datados de períodos e tipos de ocupações distintos. Restava, portanto, descobrir qual era a Tróia relatada por Homero.


Após anos de escavação, Schliemann finalmente encontrou a cidade, em 1870, localizada na costa da atual Turquia, no Helesponto (agora chamado de estreito de Dardanelos). Contudo, a glória da descoberta logo foi transformada em mais dúvidas: ele, na verdade, descobriu indícios de mais de um assentamento no local, datados de períodos e tipos de ocupações distintos. Restava, portanto, descobrir qual era a Tróia relatada por Homero.





Ânfora da região da Ática representa o assassinato
do rei Príamo por Neoptólemo, filho de Aquiles.
O arqueólogo, no entanto, valeu- se de métodos pouco ortodoxos para expor sua descoberta ao mundo. Ele afirmou ter encontrado o tesouro do próprio Príamo nas ruínas, algo que nunca conseguiu provar de fato. "Assim como Howard Carter (egiptólogo inglês que descobriu a tumba de Tutancâmon), Schliemann era um aventureiro que queria fama e riqueza", conta o arqueólogo Vagner Porto, coordenador da pós-graduação em arqueologia da Unisa.


De qualquer forma, sua descoberta foi fundamental para provar a existência da cidade e da guerra de Tróia. É possível, portanto, afirmar que Heitor, Aquiles e Pátroclo podem mesmo ter existido. Só não se sabe se era da mesma forma descrita por Homero.





Os troianos queimam barcos, no quadro
do francês Claude Lorrain (1600-1682).
Durante as batalhas, segundo a narrativa de Homero, os soldados de ambos os lados paravam de lutar para ver de perto os confrontos entre os grandes heróis de ambos os lados. Aquiles, Ajax e Odisseu lutavam sob o estandarte dos aqueus, enquanto Páris, Heitor e Enéias empunhavam suas lanças para proteger a sitiada Tróia. Esses personagens travaram verdadeiras aretéias, ou seja, combates singulares e heróicos. E tudo foi causado pelos deuses.

A Guerra de Tróia

A Guerra de Tróia realmente aconteceu? A extensão do apelo que a estória tem exercido sobre sucessivas gerações é demonstrada pelos esforços de incontáveis historiadores, arqueólogos e românticos entusiastas para estabelecer a base histórica para a guerra de Tróia. Atualmente, é geralmente aceito que o local foi corretamente identificado no final do século XIX por Heinrich Schliemann no monte Hissarlik, na planície dos Dardanelos, na costa noroeste da Turquia. Entretanto, a afirmação de Schliemann de ter descoberto a Tróia da guerra de Tróia é nos dias de hoje largamente desacreditada. O monte Hissarlik contém numerosos níveis sucessivos de habitação, e foi num dos mais recentes que Schliemann afirmava ter descoberto o maravilhoso tesouro: esta posição é agora considerada como sendo nova demais da ordem de mil anos, para ter sido destruída pelos gregos dos palácios de Micenas do continente grego. Estes podem ter sido o instrumento de destruição de um dos mais antigos níveis de Hissarlik, o qual parece ter sido queimado até o chão, possivelmente após um cerco, ao redor do período correto (por volta de 1200 a.C.). Esta Tróia mais antiga apresentava características bastante humildes, mas na sua destruição deve estar a semente da realidade histórica ao redor da qual a lenda surgiu. Entretanto, o desenvolvimento da lenda permanece um mistério com poucas possibilidades de ser solucionado pelos arqueólogos, assim então não havendo perigo que o romântico enigma de Tróia seja destruído.
Seja qual for a base histórica, a guerra de Tróia é o episódio isolado mais importante, ou complexo de episódios, que sobreviveram na mitologia e nas lendas gregas. Os eventos que causaram a guerra e aqueles que se seguiram estão combinados num grupo de estórias conhecidas como o Ciclo Troiano: algumas são conhecidas a partir dos dois grandes poemas Homéricos, a Ilíada e a Odisséia, mas outras partes da estória devem ser reunidas de numerosas outras fontes, indo desde os dramaturgos gregos do século V a.C., até autores romanos mais recentes. A estória como um todo pode ser comparada a uma ópera wagneriana na sua riqueza e complexidade ao entrelaçar personagens e temas; é bastante romântica e de grande apelo humano, pois, como todos os mitos gregos, trata-se da estória fundamental do homem e sua luta para existir em face do destino e dos deuses.
Um dos primeiros elos da cadeia de eventos que formaram o prelúdio da guerra de Tróia foi forjado por Prometeu, o grande benfeitor da humanidade. Prometeu, um primo de Zeus, tinha dado o fogo aos homens, um elemento cujos benefícios tinham tão-somente sido desfrutados pelos deuses. Tinha também ensinado os homens para oferecer aos deuses apenas a gordura e os ossos em sacrifícios de animais, mantendo as melhores partes para eles próprios. Para punir Prometeu, Zeus o acorrentou num alto penhasco nas montanhas e diariamente enviava uma águia para comer seu fígado, o qual voltava a crescer à noite.
De acordo com algumas fontes, Prometeu acabou sendo libertado por Hércules, mas outras dizem que foi libertado por Zeus, quando finalmente concordou em contar-lhe um importante segredo. Este segredo relacionava-se à ninfa do mar Tétis, que era tão bela que contava com vários deuses entre seus admiradores, incluindo Posídon e o próprio Zeus; entretanto uma profecia conhecida apenas por Prometeu predisse que o filho de Tétis estava destinado a ser mais importante que seu pai. Ao saber disso, Zeus rapidamente abandonou a idéia de ser o pai de um filho de Tétis, decidindo, ao invés, que deveria se casar com o mortal Peleu; o filho nascido deles seria Aquiles, o maior dos heróis gregos em Tróia.
Tétis inicialmente resistiu aos avanços de Peleu, assumindo a forma de fogo, serpentes, monstros e outras formas, mas ele a segurava fortemente apesar de todas as suas transformações, acabando por se submeter. Todos os deuses e deusas do Olimpo, menos uma, foram convidados para o magnífico casamento de Peleu e Tétis; no meio da festa, Éris, a única deusa que não tinha sido convidada, entrou abruptamente no local e atirou entre os convidados o Pomo da Discórdia, com a inscrição "a mais formosa". Esta maça foi requisitada por três deusas, Hera, Atena e Afrodite. Como elas não conseguiram chegar a um acordo, e Zeus estava compreensivelmente relutante em resolver a disputa, enviou as deusas para terem suas belezas julgadas pelo pastor Páris, no Monte Ida, fora da cidade de Tróia, na orla oriental do Mediterrâneo.
Páris era filho de Príamo, rei de Tróia, mas quando a esposa de Príamo, Hécuba, estava grávida de Páris, sonhou que estava dando à luz a uma tocha donde surgiam serpentes sibilantes, assim, quando o bebê nasceu, foi entregue a uma criada com ordens de levá-lo ao Monte Ida e matá-lo. A criada, entretanto, ao invés de matá-lo, simplesmente o deixou na montanha para morrer; ele foi salvo por pastores, sendo criado para também se transformar em um deles. Enquanto Páris estava vigiando seu rebanho, Hermes levou as três deusas para que as julgasse. Cada uma ofereceu uma recompensa se fosse a escolhida; Hera ofereceu riqueza e poder, Atena ofereceu habilidade militar e sabedoria e Afrodite ofereceu o amor da mais bela mulher do mundo. Conferindo a vitória a Afrodite, acabou incorrendo na ira das outras duas, as quais se tornaram daí para a frente inimigas implacáveis de Tróia. Logo depois, Páris retornou por acaso a Tróia, onde sua habilidade nas competições atléticas e sua surpreendente bela aparência causaram interesse nos seus pais, que rapidamente estabeleceram sua identidade e o receberam de volta com entusiasmo.
A mais bela mulher do mundo era Helena, a filha de Zeus e Leda. Muitos reis e nobres desejaram desposá-la, e antes que seu pai mortal, Tíndaro, anunciasse o nome do feliz escolhido, fez todos jurarem respeitar a escolha de Helena e virem em ajuda de seu marido se fosse raptada. Helena casou com Menelau, rei de Esparta, e na época que Páris veio visitá-los tinham uma filha, Hermíone. Menelau recebeu Páris muito bem em sua casa, mas Páris pagou esta hospitalidade raptando Helena e fugindo com ela de volta a Tróia. A participação de Helena nesta situação é explicada de diferentes maneiras nas várias fontes: foi raptada contra a sua vontade, ou Afrodite deixou-a louca de desejo por Páris ou, a mais elaborada de todas, nunca foi para Tróia, e foi por causa de um fantasma que os gregos gastaram dez longos anos em guerra.

A Expedição Parte

Menelau convocou todos os outros pretendentes anteriores de Helena, e todos os outros reis e nobres da Grécia, para ajudá-lo a montar uma expedição contra Tróia, de modo a recobrar sua esposa. O líder da força grega era Agamenon, rei de Micenas e irmão mais velho de Menelau. Os heróis gregos afluíram de todos os cantos do continente e das ilhas para o porto de Áulis, o ponto de reunião a partir do qual planejavam velejar através do Egeu até Tróia. Suas origens e os nomes de seus líderes estão listados no grande Catálogo de Navios próximo ao início da Ilíada.
"As tribos (de guerreiros) vieram como as incontáveis revoadas de pássaros - garças azuis ou cisnes de longos pescoços - que se reúnem nas campinas da Ásia nas correntes de Cayster, e movimentando-se com gritos agudos ao chegarem ao chão, numa frente avançada. Assim, tribo após tribo surgiram de barcos e cabanas... inumeráveis como as folhas e flores em suas estações".
Alguns dos heróis viera a Áulis mais facilmente do que outros. Ulisses, rei de Ítaca, conhecia a profecia que se fosse a Tróia não retornaria por vinte anos, e então fingiu loucura quando o mensageiro Palamedes chegou para convocá-lo, atrelando duas mulas a um arado e movendo-as para cima e para baixo na praia; mas a farsa de Ulisses foi revelada quando Palamedes colocou o filho pequeno de Ulisses, Telêmaco, na frente das mulas, e Ulisses imediatamente voltou ao normal. Os pais de Aquiles, Peleu e Tétis, estavam relutantes em deixar seu jovem filho se juntar à expedição, pois eles sabiam estar predestinado que se fosse morreria em Tróia. Numa tentativa de evitar o destino, o enviaram para Ciros, onde, disfarçado como uma moça, se juntou às filhas do rei, Licomedes. Durante esta estada se casou com uma das filhas, Deidaméia, que lhe deu um filho, Neoptólemo.
Ulisses, entretanto, descobriu que os gregos nunca conseguiriam capturar Tróia sem a ajuda de Aquiles; assim foi até Ciros para buscá-lo. De acordo com uma das versões da estória, Ulisses disfarçou-se de mascate, conseguiu entrar no palácio e espalhou suas mercadorias à frente das mulheres; entre as jóias e os tecidos havia armas às quais o jovem Aquiles demonstrou um interesse revelador. Outra fonte descreve como Ulisses arranjou para que soasse uma trombeta nos aposentos das mulheres: enquanto as filhas genuínas se espalhavam em confusão, Aquiles ficou no seu lugar e empunhou suas armas. Tendo abandonado seu disfarce, Aquiles foi facilmente persuadido a acompanhar Ulisses de volta a Áulis, onde a frota estava se preparando para zarpar.
A grande força grega, cujos maiores heróis eram Agamenon, Menelau, Ulisses, Ájax, Diomedes e Aquiles, estava pronta para partir, mas o vento teimosamente ficou contra eles. Eventualmente, o profeta Calcas revelou que a deusa Ártemis exigia o sacrifício da filha de Agamenon, Ifigênia, antes que o vento mudasse. Agamenon ficou horrorizado pela profecia, mas a opinião pública o obrigou a obedecer: Ifigênia, chamada sob o pretexto de casar com Aquiles, foi, ao contrário, morta sobre o altar. Algumas fontes dizem que Ártemis ficou com pena dela no último momento e a substituiu por um cervo; de qualquer maneira, o vento mudou de direção e os barcos zarparam.

A Ira de Aquiles

Algumas vezes se considera que a Ilíada é a estória da guerra de Tróia. De fato, apesar de ela se estender largamente sobre toda a estória, seu objetivo ostensivo, como anunciado nas primeiras linhas, é mais restrito:
"Canto de ira, deusa, a destruidora ira de Aquiles, filho de Peleu, que trouxe incontáveis dores aos Aqueus, e mandou muitas almas valiosas de heróis a Hades, enquanto seus corpos serviam de alimento para os cães e pássaros, e a vontade de Zeus foi feita... "
A estória da Ilíada é, então, a estória de Aquiles, e sua disputa com Agamenon. Ao início da Ilíada os gregos já estavam em Tróia por nove anos. Eles tinham saqueado uma grande parte dos campos ao redor e tinham escaramuças esporádicas com quaisquer troianos que saíssem de trás de suas maciças fortificações. Os gregos estavam ficando cansados da campanha e irritados por sua falta de habilidade em conseguir uma vitória decisiva sobre a própria Tróia, quando Aquiles se desentendeu com Agamenon sobre um assunto de honra.
Agamenon, como parte do saque de um ataque o qual Aquiles desempenhou a parte principal, recebeu uma moça chamada Criseida, filha de Crisos, sacerdote de Apolo. Crisos ofereceu a Agamenon um bom resgate para a libertação da moça, porém Agamenon se recusou a libertá-la. Assim Crisos orou a Apolo, que mandou uma praga sobre o acampamento grego, e o profeta Calcas revelou que esta seria retirada apenas se Agamenon devolvesse Criseida. Aquiles estava completamente a favor de fazer isso, mas Agamenon estava relutante. Eles discutiram, e Agamenon acabou por concordar a fazer o que estava sendo ordenado, mas para reafirmar sua autoridade sobre Aquiles da maneira mais insultuosa que podia, e simultaneamente compensar-se pela perda de Criseida (a qual ele declarou preferir à sua própria esposa Clitemnestra), tomou Aquiles sua escrava, Briseida. Aquiles ficou justificadamente enraivecido. Não apenas foi um insulto à sua honra, mas também foi grandemente injusto, pois ele, Aquiles, tinha conduzido a maior parte da luta necessária a produzir os tesouros e o saque que Agamenon considerava no direito de usufruir. Assim, Aquiles se retirou para sua tenda, e não tomou mais parte nos combates ou nas reuniões do conselho. A luta se tornou mais dura, com ataques mais diretos feitos a Tróia e aos troianos. Mas os gregos estavam numa situação difícil sem seu maior guerreiro, e mesmo Agamenon tentou fazer contatos com Aquiles, oferecendo-lhe riquezas de todos os tipos, justamente com a devolução de Briseida. Aquiles, entretanto, rejeitou todos os apelos, declarando mesmo que se as ofertas de Agamenon fossem "tantas como os grãos de areia ou as partículas de pó" nunca se curvaria.
Nesta ocasião, Ulisses e Diomedes empreenderam uma expedição noturna para espionar os troianos. Não sabendo disso, um troiano de nome Dolon estava tentando fazer a mesma coisa: os gregos o surpreenderam e o forçaram a contar as disposições do acampamento troiano. Seguindo sua orientação, terminaram sua expedição noturna com um ataque ao acampamento de Reso, rei da Trácia, em cujos belos cavalos escaparam de volta para o acampamento grego.
Apesar do sucesso desta temerária ação, o geral da luta os gregos estavam sendo empurrados de volta a seus navios pelos troianos e estavam ficando desesperados, quando o amigo de Aquiles, Pátroclo, veio até ele e rogou a permissão de liderar as tropas de Aquiles, os Mirmidões, em batalha. Pediu também se poderia emprestar a armadura de Aquiles, de modo a espalhar o terror nas linhas troianas, que poderiam tomá-lo por Aquiles. Aquiles concordou, e Pátroclo foi e lutou longa e gloriosamente, antes de, previsivelmente, ser morto por Heitor, filho de Príamo e o melhor guerreiro do lado troiano.
Aquiles foi tomado pela dor. Sua mãe, a ninfa do mar Tétis, veio até ele e prometeu-lhe uma nova armadura para substituir a que tinha sido perdida com Pátroclo. A nova armadura, feita pelo deus-ferreiro Hefesto, incluía um bonito escudo coberto com cenas figuradas, cidades em guerra e em paz, cenas da vida rural com rebanhos, pastores e danças rústicas, e ao redor da borda do escudo corria o Rio de Oceano. Aquiles e Agamenon se reconciliaram e Aquiles retornou ao campo de batalha, onde matou um troiano após outro com sua lança "como um vento impetuoso que revolve as chamas, quando um incêndio grassa nas ravinas das bases secas pelo sol das montanhas, e a grande floresta é consumida". Após ter matado muitos troianos e sobreviventes mesmo ao ataque do Rio Escamandro, o qual tentou afogá-lo nas suas grandes ondas, Aquiles estava finalmente pronto a enfrentar seu principal adversário, Heitor.
O restante dos troianos tinha fugido da matança de Aquiles e buscado refúgio atrás de suas muralhas, mas Heitor permaneceu fora dos portões, deliberadamente esperando pelo duelo que sabia ter que enfrentar. Mas quando Aquiles finalmente surgiu, Heitor foi tomado de compreensível terror e virou-se para fugir. Percorreram três voltas ao redor das muralhas de Tróia antes que Heitor parasse e destemidamente enfrentasse seu bravo oponente. A lança de Aquiles alojou-se na garganta de Heitor, caindo este ao chão. Mal podendo falar, Heitor pediu a Aquiles que permitisse que seu corpo fosse resgatado após sua morte, mas Aquiles, furioso com o homem que tinha morto Pátroclo, negou seu apelo e começou a sujeitar seu corpo a grandes indignidades. Primeiro o arrastou pelos calcanhares atrás de sua carruagem, ao redor das muralhas da cidade, para que toda Tróia pudesse ver. A seguir levou o corpo de volta ao acampamento grego, onde este ficou jogado sem cuidados em suas choupanas.
Aquiles preparou então um elaborado funeral para Pátroclo. Uma grande pira foi construída; sobre ela várias ovelhas e bois foram sacrificados e suas carcaças empilhadas ao lado do corpo do herói morto. Jarros de mel e óleo foram adicionados à pira, a seguir quatro cavalos e dois dos cachorros de Pátroclo. Doze prisioneiros troianos mortos sobre a pira, a qual então foi deixada acesa. Ardeu toda a noite, e durante toda a noite Aquiles colocou libações com vinho e pranteou Pátroclo bem alto. Nos dia seguinte os ossos de Pátroclo foram coletados e colocados numa urna dourada, e um grande monte foi erguido no local da pira. Jogos funerários com prêmios magníficos foram feitos, com competições entre carruagens, luta de boxe, pugilato, corridas, lutas armadas, arremesso do disco e tiros com arco e flecha. E todo o dia ao amanhecer, por doze dias. Aquiles arrastou o corpo de Heitor três vezes ao redor do monte, até que mesmo os deuses, que tinham previsto e arranjado tudo isso, ficaram chocados; Zeus enviou Íris, mensageiro dos deuses, para Tróia em visita a Príamo e o instruiu a ir secretamente ao acampamento troiano com um bom resgate, que Aquiles aceitaria em troca da libertação do corpo do filho de Príamo.
Assim Príamo, escoltado por um simples mensageiro, se dirigiu ao acampamento grego, sendo encontrado ao escurecer, quando se aproximava dos navios gregos, por Hermes disfarçado como um seguidor de Aquiles. Hermes guiou Príamo pelo acampamento grego, de modo que chegou sem ser percebido à tenda de Aquiles. Príamo entrou diretamente e jogou-se aos pés de Aquiles: ele pediu que o herói pensasse no seu próprio pai Peleu e tivesse mercê com um pai que tinha perdido tantos de seus bons filhos nas mãos dos gregos; pediu que fosse permitido levar o corpo de seu maior filho de volta a Tróia com ele, de modo que pudesse ser adequadamente pranteado e enterrado pelos seus parentes. Aquiles ficou tocado pelo apelo; choraram juntos, e o pedido de Príamo foi aceito. Assim, o corpo de Heitor foi devolvido a Tróia, onde foi velado e sepultado com os ritos adequados.
Aqui acaba a Ilíadamas não é de forma nenhuma o fim da estória de Tróia. O restante da estória é recontada parcialmente na Odisséia e em parte pelos dramaturgos, mas também por autores romanos posteriores, principalmente Cirílico na Emelia e por uma miscelânea de poetas como Quintus de Smirna. Após a morte de Heitor, uma grande número de aliados vieram auxiliar os troianos, incluindo as Amazonas com sua rainha, Pentesiléia, e os Etíopes liderados por Mêmnon, um filho de Éos, deusa da aurora. Tanto Pentesiléia como Mêmnon foram mortos por Aquiles. Mas Aquiles sempre soube que estava destinado a morrer em Tróia, longe de sua terra natal, onde acabou sendo morto por uma flecha, lançada pelo arco de Páris. A mãe de Aquiles, Tétis, quis tornar seu filho imortal, e, quando este era ainda um bebê, levou-o ao Mundo Inferior e o imergiu nas águas do rio Estige; isto tornou seu corpo imune aos ferimentos, exceto pelo calcanhar, o qual ela utilizou para segurá-lo, sendo lá que a flecha o acertou.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Aquiles

Aquiles
A antiga e rica lenda de Aquiles ilustra a assertiva de que "os eleitos dos deuses morrem jovens", já que o herói preferiu uma vida gloriosa e breve a uma existência longa, mas rotineira e apagada.
Aquiles era filho de Tétis (a ninfa marinha, e não a deusa do oceano) e de Peleu, rei dos mirmidões da Tessália. Ao nascer, a mãe o mergulhou no Estige, o rio infernal, para torná-lo invulnerável. Mas a água não lhe chegou ao calcanhar, pelo qual ela o segurava, e que assim se tornou seu ponto fraco - o proverbial "calcanhar de Aquiles".
Segundo uma das lendas, Tétis fez Aquiles ser criado como menina na corte de Licomedes, na ilha de Ciros, para mantê-lo a salvo de uma profecia que o condenava a morrer jovem no campo de batalha. Ulisses, sabedor de que só com sua ajuda venceria a guerra de Tróia, recorreu a um ardil para identificá-lo entre as moças.
Aquiles, resoluto, marchou com os gregos sobre Tróia.
No décimo ano de luta, capturou a jovem Briseida, que lhe foi tomada por Agamenon, chefe supremo dos gregos. Ofendido, Aquiles retirou-se da guerra. Mas persuadiram-no a ceder a seu amigo Pátroclo a armadura que usava.
Pátroclo foi morto por Heitor, filho do rei de Tróia, Príamo. Sedento de vingança, Aquiles reconciliou-se com Agamenon.
De armadura nova, retornou à luta, matou Heitor e arrastou seu cadáver em torno da sepultura de Pátroclo. Pouco depois, Páris, irmão de Heitor, lançou contra Aquiles uma flecha envenenada; dirigida por Apolo, atingiu-lhe o calcanhar e matou-o.
As proezas de Aquiles e muitos temas correlatos foram desenvolvidos na Ilíada, de Homero, que relata a guerra de Tróia.
O cadáver de Aquiles, segundo a versão mais comum, foi enterrado no Helesponto junto ao de Pátroclo.

Aquiles
Aquiles
A antiga e rica lenda de Aquiles ilustra a assertiva de que "os eleitos dos deuses morrem jovens", já que o herói preferiu uma vida gloriosa e breve a uma existência longa, mas rotineira e apagada.
Aquiles era filho de Tétis (a ninfa marinha, e não a deusa do oceano) e de Peleu, rei dos mirmidões da Tessália. Ao nascer, a mãe o mergulhou no Estige, o rio infernal, para torná-lo invulnerável. Mas a água não lhe chegou ao calcanhar, pelo qual ela o segurava, e que assim se tornou seu ponto fraco - o proverbial "calcanhar de Aquiles".
Segundo uma das lendas, Tétis fez Aquiles ser criado como menina na corte de Licomedes, na ilha de Ciros, para mantê-lo a salvo de uma profecia que o condenava a morrer jovem no campo de batalha. Ulisses, sabedor de que só com sua ajuda venceria a guerra de Tróia, recorreu a um ardil para identificá-lo entre as moças. Aquiles, resoluto, marchou com os gregos sobre Tróia.
No décimo ano de luta, capturou a jovem Briseida, que lhe foi tomada por Agamenon, chefe supremo dos gregos.
Ofendido, Aquiles retirou-se da guerra. Mas persuadiram-no a ceder a seu amigo Pátroclo a armadura que usava.
Pátroclo foi morto por Heitor, filho do rei de Tróia, Príamo.
Sedento de vingança, Aquiles reconciliou-se com Agamenon.
De armadura nova, retornou à luta, matou Heitor e arrastou seu cadáver em torno da sepultura de Pátroclo. Pouco depois, Páris, irmão de Heitor, lançou contra
Aquiles uma flecha envenenada; dirigida por Apolo, atingiu-lhe o calcanhar e matou-o.
As proezas de Aquiles e muitos temas correlatos foram desenvolvidos na Ilíada, de Homero, que relata a guerra de Tróia.
O cadáver de Aquiles, segundo a versão mais comum, foi enterrado no Helesponto junto ao de Pátroclo.

Estátua de Aquiles

Na mitologia grega, Aquiles ou Achilleus ou Akhilles, foi não só o maior guerreiro na guerra de Tróia como o ponto central da Ilíada de Homero.
Aquiles era filho de Peleu, Rei de Mirmidon na Tessália, e da ninfa Tétis. Zeus e Poseidon a levaram até um oráculo que viu na sua mão que ela teria um filho que seria maior que o próprio pai e por isso resolveram dá-lo para outra pessoa.
De acordo com a lenda, Tétis tentou tornar Aquiles invencível mergulhando-o no rio da Estige, mas esqueceu que segurando-o pelo calcanhar esta parte ficaria vulnerável, podendo levá-lo à morte. Homero deliberadamente não mencionou isto; Aquiles não poderia ser herói se não corresse risco.
No entanto, um oráculo disse que se Aquiles fosse para Tróia ele morreria lá. Sua mãe escondeu-o na corte de Licurgo em Scyrus disfarçado de mulher. Lá teve um romance com Deidamia resultando numa criança, Neoptolemo. Foi descoberto por Odisseu disfarçado de vendedor ambulante de bugigangas e armamentos.
Aquiles foi apontado por mulheres que sabiam do seu gosto por coisas ilegais. Foi desmascarado por um toque de trombeta quando se viu compelido a não se acovardar e tomar a lança de um atacante. Daí precisou de pouca coisa para decidir ir a Tróia.
Aquiles é uma das duas únicas pessoas na Ilíada descritas como um deus. Não só pela sua capacidade superior de luta mas pela atitude. Mostrava uma completa e total devoção pela excelência de sua arte e como um Deus, nenhum respeito pela vida. Seu modo de pensar era com relação se a morte fosse rápida desde que gloriosa e não como qualquer morte. Sua cólera era absoluta. A humanização de Aquiles nos episódios da guerra é o tema de Ilíada.
Imediatamente após a morte de Hector, Aquiles derrotou Memnon da Etiópia e logo depois foi morto por Páris por uma flechada no calcanhar, ou de acordo com antiga versão, por uma punhalada nas costas quando visitava uma princesa troiana.
Ambas as versões negam ao matador qualquer valor e mostram que Aquiles não foi derrotado no campo de batalha. Seus ossos foram misturados aos de Pátroclo e juntos foram enterrados. Uma luta por causa de sua armadura ocasionou a morte de Ajax.
Criseida raptada e violada por Aquiles durante a guerra de TróiaNa Odisséia, também de Homero, há uma passagem onde Odisseu navega para o mundo inferior e conversa com as almas.
Uma delas é Aquiles que, cumprimentado como abençoado na vida e abençoando na morte, responde que preferia ser um escravo do que estar morto. É interpretado como uma rejeição à vida de guerreiro e à indignidade pelo seu martírio desprezado.
O rei de Épiro reclama ser descendente de Aquiles através de seu filho. Também Alexandre, o Grande, tendo por mãe uma princesa epirana, reclama sua descendência e de muitas formas aspira a ser como seu grande ancestral; diz ter visitado sua tumba quando esteve em Tróia.
Aquiles foi cultuado como um deus do mar em muitas colônias do mar Morto.
Aquiles foi o maior dos guerreiros gregos na mitologia grega.
Quando criança, sua mãe o imergiu no rio Estige, tornando-o imortal.
A única parte do seu corpo que não foi submersa foi o calcanhar, por onde sua mãe o segurou.
Aquiles lutou e foi vitorioso em muitas batalhas até ser mortalmente ferido no calcanhar por Páris, que o encontrou quando, por estar apaixonado pela filha de Priamo, entrou desarmado no templo de Apolo.
Aquiles o maior dos guerreiros gregos e descendente de Zeus era conhecido por sua implacável fúria, mas aprendeu na batalha que a "vida é só triteza" e monstrou uma compaixão nova permitindo um funeral honroso ao seu inimigo Heitor.
Ajax , que vinha logo depois de Aquiles em bravura, compreendeu que havia procedido de maneira irracional para com seus amigos e suicidou-se.
Agamemnon, comandante dos gregos e cunhado de Helena , foi morto por sua esposa Clitemnestra por ter sacrificado a vida da filha a Artemis.
Ulisses, famoso pela sua astúcia, teve a idéia do cavalo de Tróia.